
A visita teve o objetivo de mediar as negociações para que o Governo Federal venha negociar as pautas de interesses da sociedade local, assim desmontar acampamento e permitir a trafegabilidade.
As principais reivindicações dos mais de 800 agricultores são:
- Exigência de uma ordem de serviço dos trechos que ainda faltam asfaltar, como o de Medicilândia a Uruará e de Novo Repartimento a Itupiranga;
- Prorrogação do contrato da Implantação do Programa Luz para Todos - PLPT, estendo de 21 mil para 25 mil famílias;
- Exigem a presença do Ministério da Cidade para discutir o Plano Nacional de Habitação Rural - PNHR;
- Pedem também a presença de representantes da FUNAI e do INCRA para discutir questões fundiárias, e;
- Solicitam a implementação de um Programa de Trafegabilidade Rural.
NEGOCIAÇÕES:
Segundo o Coordenador da Casa de Governo da Presidência República em Altamira, Avelino Ganzer, "durante todo o dia de hoje (18), as negociações progrediram, mas ainda não se chegou a um acordo definitivo para os agricultores levantarem acampamento."
O governo atendeu parcialmente as reivindicações, ao se comprometer com a vinda da presidenta nacional do INCRA, representantes da FUNAI e do Ministério da Justiça, na segunda quinzena de junho, para tratar do conflito conhecido como Cachoeira Seca que envolve os limites das terras dos índios Araras e agricultores.
Ficou acordado ainda uma reunião em Brasília, até o final de maio, para tratar da regularização das terras dos indígenas, Pakisamba.
Um dos pontos de pauta muito cobrado pelos acampados é a liberação imediata de recursos para iniciar o PNHR, nos municípios impactados pelas obras de Belo Monte. Nesta pauta, o governo sinaliza recursos apenas para depois do anúncio da nova etapa do programa, que será feito pela presidenta da República nos próximos meses.
Outro item polêmico na negociação é o PLPT. O contrato especial em curso atende 21 mil famílias, os agricultores exigem a inclusão de mais 6 mil famílias no contrato especial.
O que mais tem dificultado o entendimento entre o governo e os agricultores é que a empresa responsável pela implantação de ligações, em residência, recebe no atual contrato um valor de 14 mil reais por residência; e argumenta que as novas ligações incluídas já devem ser corrigidas para 20 mil reais por ligação.
As expectativas das lideranças, agricultores e dos representantes do governo são que amanhã (19), haja entendimento definitivo.
No final da tarde, os manifestantes liberaram a passagem dos veículos na BR. Porém mantiveram trancada as saídas dos funcionários da empresa construtora de Belo Monte.
Segundo, João Uchôa, "se as negociação não progredirem a contento, eles poderão obstruir novamente a Rodovia Transamazônica, permanecendo até que o governo atenda as reivindicações.
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