Continua a ocupação da prefeitura de Senador José Porfírio
por um grupo de agricultores de duas localidades que pedem melhorias. Sem serem
recebidos pelo prefeito Fernando Uchôa (PR) e nenhum representante da gestão
municipal os manifestantes mantêm a ocupação. Diante da situação o deputado estadual Aírton
Faleiro (PT) busca contato com o prefeito e enviará oficio ao gestor para que
seja recebida uma comissão para iniciar o diálogo e a desocupação da sede do
executivo municipal.
“Me disponho a falar com o prefeito para que se abra
o diálogo, minha proposta é que se abra a negociação com a prefeitura
desocupada e se discuta a pauta a qual não considero absurda, trata-se de um
ramal de 30 km aproximadamente onde há cerca de 8 atoleiros e os agricultores
estão pedindo o serviço de tapa buraco para garantir o direito de ir e vir”,
disse o parlamentar, ressaltando que foi informado pelo movimento de que há
mais manifestantes chegando em mais 3 caminhões para ocupar o prédio “Proponho debater a pauta
pacificamente, pois o conflito não é bom para o município e não é bom para
ninguém”, afirmou.
A OCUPAÇÃO DA PREFEITURA – Desde ontem, 16, um grupo
de agricultores das localidades Ressaca e Transunião, do município de Senador
José Porfírio, acamparam no prédio da prefeitura como forma de reivindicar
melhorias de estradas e acesso as demais políticas públicas: educação, saúde,
escoamento da produção, entre outras. Desde
o último dia 11 estes agricultores estão tentando dialogar com o prefeito
Fernando Uchôa, sem sucesso.
O deputado estadual Aírton Faleiro (PT) participou em Anapu do seminário para debater os programas federais "minha Casa, Minha Vida", "Terra Legal" e "Luz Para Todos".
O seminário foi realizado no salão da Acica com a participação de aproximadamente 300 pessoas, público formado por agricultores, representantes de associações rurais e autoridades políticas.
Faleiro levou a boa noticia da retomada do programa Luz Para Todos na região.
Foi aprovado na manhã desta terça-feira, 16, na Assembléia Legislativa o Projeto de Lei nº 60/2012 - de autoria do deputado estadual
Faleiro (PT) - que reconhece como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial
para o Estado do Pará o Festival do Maauaçú.
O evento é reralizado anualmente no município deRurópolis desde 2008, com vasta programação deidcada à cultura local, tendo como destaque a disputa entre os passáros Beija-flor e Uirapuru.
O deputado estadual Aírton Faleiro (PT) assinou na manhã desta terça-feira, 16, o requerimento - de iniciativa do também petista deputado Alfredo Costa - que instala Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar indícios de irregularidades ocorridas no futebol paraense.
Na coluna Conversa com a Presidenta desta terça-feira (16), Dilma Rousseff respondeu perguntas sobre o Bolsa Verde, que busca valorizar o trabalho de beneficiários do Bolsa Família para a conservação ambiental; o monitoramento e a fiscalização de concessionárias de energia elétrica; e emitiu uma mensagem em que faz um balanço do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Sobre o Bolsa Verde, a presidenta falou que o objetivo é atender quem cuida dos ecossistemas e recursos naturais brasileiros. O programa destina R$ 300 adicionais a cada três meses para beneficiários do Bolsa Família que participam da conservação de florestas e reservas, ou que participam de projetos de desenvolvimento sustentável.
Em outra resposta, Dilma lembrou das obrigações das concessionárias de energia, que são acompanhadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e penalizadas quando não cumprem as obrigações relacionadas à qualidade do serviço.
“Quando uma empresa supera os limites de interrupção do fornecimento, seja na quantidade ou na duração das falhas, deve ressarcir o consumidor com um desconto na conta de luz subsequente. Em 2012, por exemplo, as distribuidoras compensaram quase 100 milhões de contas, com valor total de R$ 441 milhões. (…) Se for constatada falha de planejamento, operação ou manutenção, as penalidades vão de advertência à multa de até 2% do faturamento anual da empresa. No ano passado, foram aplicadas 343 multas, que somaram R$ 617 milhões”, afirmou.
O Deputado estadual Aírton Faleiro (PT) está em Belém, em sessão deliberativa na Alepa.
Na pauta de hoje está o Projeto de Lei nº 60/2012, de autoria de
Faleiro que reconhece como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial
para o Estado do Pará o Festival do Maauaçú, que acontece no município
de Rurópolis.
O evento acontece anualmente em Rurópolis desde 2008, tendo como destaque a disputa entre os passáros Beija-flor e Uirapuru.
O reitor pro tempore José Seixas Lourenço está no
cargo desde a criação da universidade
Pelas paredes, cartazes e faixas pedem a homologação do estatuto da Ufopa
(Universidade Federal do Oeste do Pará). Mais de três anos após sua criação, a
instituição ainda não tem um estatuto.
Sem o documento, alunos e professores reclamam de não haver normas
para reger o cotidiano da instituição. Perguntado se o modelo de aulas incluía,
por exemplo, disciplinas obrigatórias e outras optativas, Luiz Fernando não
soube responder. "Também não temos regimento da universidade para saber se
há ou não o modelo de disciplinas obrigatórias e optativas."
Os professores não sabem também como são designadas as verbas para pesquisa
ou diárias, não há norma sobre como devem ser definidos os cursos novos ou as
disciplinas ofertadas, nada se sabe sobre o modelo do diploma oferecido para
bacharelado interdisciplinar ou regras sobre o número de aulas que os alunos
devem cumprir para se formar e em quanto tempo.
Estatuinte
Quando foi indicado pelo MEC (Ministério da Educação) como reitor pro
tempore da instituição, o professor José Seixas Lourenço tinha 180 dias para
criar um estatuto. Seixas afirma que cumpriu o prazo, porém professores,
funcionários e alunos da Ufopa pediram que o documento fosse reformulado com a
participação das três categorias.
Anos se passaram até que em 2012 fosse realizado um congresso estatuinte,
legitimado pela reitoria, que redigiu um novo estatuto. "O documento
previa que o estatuto fosse homologado pelo Consun [Conselho Universitário] em
120 dias", explica Luiz Fernando de França, presidente do Sindufopa
(sindicato de professores da Ufopa).
Um ano após a estatuinte, a universidade segue sem o documento que permite,
entre outras coisas, a eleição de um reitor. "Não temos nenhuma informação
objetiva do que está sendo feito ou em que pé está a homologação do
estatuto", afirma de França
"Eu sou o primeiro a querer um estatuto", afirma o reitor pro
tempore. De acordo com ele, o estatuto está sendo analisado pelas Câmaras do
Consun e deve ser homologado no dia 6 de junho, dia de reunião do conselho.
Fachada do hotel em que alunos
da Ufopa assistem às aulas e dividem espaço com instituição privada
A Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará)
vive de improviso mesmo três após o decreto de sua criação em novembro de 2009.
Um de seus campi se chama "Boulevard" -- referência ao nome do hotel
em que funciona, o Amazônia Boulevard.
Todos os 1.200 calouros que recebe a cada
vestibular passam pelas 40 salas de aula que funcionam em conjunto com as
atividades hoteleiras do locador, agências de viagem e até uma outra unidade
universitária de uma instituição privada.
Alunos de Federal do Oeste do Pará têm aulas em
hotel por falta de salas
Cartaz em prédio da Ufopa
denuncia a falta de laboratórios para os cursos de farmácia e biotecnologia. O
problema só deve ser completamente resolvido em 2017, quando for entregue um
prédio de quatro blocos no campus Tapajós, em Santarém. Até lá, ao menos duas
turmas de alunos já deverão ter se formado Cristiane Capuchinho/UOL
Segundo um relatório da CGU (Controladoria Geral
da União), de julho de 2012, ali estão alugados também 140 m² para biblioteca,
além de um auditório de 1.000 m².
Esse não é o único improviso. No campus Rondon,
antigo espaço da UFPA, um prédio ainda não acabado já tem salas de aulas e laboratórios
ocupados desde janeiro. Ainda sem acabamento e com áreas em construção, as
salas servem à demanda crescente dos estudantes que chegam.
Mais sobre a Ufopa
Ufopa: sem laboratório,
pesquisa de fungos atrapalha pesquisa de sementes
O problema de espaço para salas de aulas e
laboratórios só deve ser completamente resolvido em 2017, quando deverá estar
pronto um edifício entregue em quatro etapas no campus Tapajós, segundo o
reitor José Seixas Lourenço.
Até 2017, duas turmas de ingressantes já deverão
ter se formado. A construção do edifício ainda não foi iniciada.
Abandonar navio
A falta de estrutura atinge também os professores
que não têm laboratórios para desenvolver suas pesquisas --a pesquisa é um dos
pilares da atuação universitária em conjunto com o ensino e a extensão de
serviços à comunidade.
"Não temos como concorrer de igual para
igual pela verba dos órgãos de fomento. No projeto de pesquisa preciso apontar
qual a infraestrutura que o projeto vai ter e não tenho nada", reclama o
professor Aguinaldo Gomes, da licenciatura em história e geografia.
"A gente mesmo se coloca um prazo para
esperar que a situação melhore, se não, vou embora", comenta Rodrigo
Fadini, professor de ecologia florestal.
"O curso de agronomia tem que
ter prática. Não temos prática, só teoria. Não tem material para experimento,
não tem fazenda, não tem viveiro, é muito difícil fazer campo"
JULIA BATISTA
FERREIRA, aluna do 4º semestre de agronomia
No curso de licenciatura integrada em história e
geografia, dos 15 professores existentes, 6 ou já deixaram ou estão em processo
de saída da instituição.
Os cursos de ciências econômicas e de farmácia
são dois dos que têm sua continuidade ameaçada por falta de professor. Serão
trazidos docentes de outras universidades federais para assumirem aulas nos
próximos semestres, afirma o reitor José Seixas Lourenço, que confirma que as
graduações passarão por uma reavaliação para saber se têm condições de seguirem
ofertando vagas.
Os professores não são os únicos a deixarem vagas
ociosas na Ufopa. Das 290 cadeiras oferecidas anualmente nos cursos de
licenciatura, metade não é preenchida. Um dos bacharelados interdisciplinares
oferecidos pela instituição, o de etnodesenvolvimento, não tem nenhum aluno
matriculado no momento.