quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

45 municípios paraenses receberão verbas para o combate à dengue

O governo federal aprovou os projetos de combate à dengue de 1.159 municípios, que irão receber 20% a mais do que os repasses regulares do Teto de Vigilância e Promoção à Saúde para o combate à doença. Ao todo, serão R$ 92,8 milhões adicionais. Segundo o Ministério da Saúde, as ações beneficiarão mais de 100 milhões de pessoas.

O número de municípios selecionados é 17% maior do que os 989 previstos em outubro do ano passado, quando foi lançando o conjunto de ações estratégicas para enfrentamento da dengue neste verão. Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos do Distrito Federal e Municipais de Saúde.

O Pará tem 45 municípios contemplados.

PA

Abaetetuba

138.330,45

PA

Altamira

188.133,58

PA

Ananindeua

645.764,21

PA

Barcarena

92.003,22

PA

Belém

2.511.334,08

PA

Benevides

69.513,26

PA

Bom Jesus do Tocantins

14.881,81

PA

Bragança

106.509,37

PA

Breves

117.984,09

PA

Cametá

118.992,31

PA

Capanema

63.671,76

PA

Capitão Poço

53.364,92

PA

Castanhal

177.926,88

PA

Conceição do Araguaia

49.565,44

PA

Curionópolis

18.863,00

PA

Dom Eliseu

49.624,15

PA

Floresta do Araguaia

17.209,86

PA

Igarapé-Açu

36.519,41

PA

Igarapé-Miri

67.309,58

PA

Marabá

236.175,77

PA

Marituba

152.054,87

PA

Monte Alegre

82.571,27

PA

Novo Progresso

61.263,34

PA

Ourilândia do Norte

34.918,56

PA

Paragominas

119.228,44

PA

Parauapebas

147.976,15

PA

Pau d'Arco

7.307,60

PA

Primavera

10.961,11

PA

Redenção

78.014,47

PA

Rio Maria

19.346,73

PA

Salinópolis

39.042,17

PA

Salvaterra

18.380,03

PA

Santa Bárbara do Pará

17.985,67

PA

Santa Isabel do Pará

55.020,20

PA

Santa Maria das Barreiras

23.014,98

PA

Santarém

288.233,54

PA

São Domingos do Araguaia

22.437,62

PA

São Geraldo do Araguaia

34.779,89

PA

São Miguel do Guamá

45.249,59

PA

Sapucaia

6.211,03

PA

Soure

23.962,24

PA

Tucumã

33.663,24

PA

Tucuruí

102.712,76

PA

Vigia

45.724,82

PA

Xinguara

46.398,62

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Prefeitura de Santarém regulariza terrenos. O Liberal

Clique na imagem para ampliar.

O desafio da esquerda mundial após 2011

Prezados da blogosfera,

Recebi este artigo do amigo Guilherme Carvalho e recomendo a leitura, muito interessante. Abraços!


Por Immanuel Wallerstein, do Outras Palavras
Tradução por Daniela Frabasile

Por qualquer ângulo, 2011 foi um bom ano para a esquerda mundial – seja qual for a abrangência da definição de cada um sobre a esquerda mundial. A razão fundamental foi a condição econômica negativa, que atinge a maior parte do mundo. O desemprego, que era alto, cresceu ainda mais. A maioria dos governos enfrentou grandes dívidas e receita reduzida. A resposta deles foi tentar impor medidas de austeridade contra suas populações, ao mesmo tempo em que tentavam proteger os bancos.

O resultado disso foi uma revolta global daquilo que o movimento Occuppy Wall Street chama de “os 99%”. Os alvos eram a excessiva polarização da riqueza, os governos corruptos, e a natureza essencialmente antidemocrática desses governos — tenham eles sistemas multipartidários ou não.

O Occuppy Wall Street, a Primavera Árabe e os Indignados não alcançaram tudo o que esperavam. Mas sim conseguiram alterar o discurso mundial, levando-o para longe dos mantras ideológicos do neoliberalismo — para temas como desigualdade, injustiça e descolonização. Pela primeira vez em muito tempo, pessoas comuns passaram a discutir a natureza do sistema no qual vivem. Já não o vêem como natural ou inevitável…

A questão para a esquerda mundial, agora, é como avançar e converter o sucesso do discurso inicial em transformação política. O problema pode ser exposto de maneira muito simples. Ainda que exista, em termos econômicos, um abismo claro e crescente entre um grupo muito pequeno (o 1%) e outro muito grande (os 99%), a divisão política não segue o mesmo padrão. Em todo o mundo, as forças do centro-direita ainda comandam aproximadamente metade da população mundial, ou pelo menos daqueles que são politicamente ativos de alguma forma.
Portanto, para transformar o mundo, a esquerda mundial precisará de um grau de unidade política que ainda não tem. Há profundos desacordos tanto sobre a objetivos de longo prazo quanto sobre táticas a curto prazo. Não é que esses problemas não estejam sendo debatidos. Ao contrário, são discutidos acaloradamente, e pouco progresso tem sido feito para superar essas divisões.

Essas discordâncias são antigas. Isso não as torna fáceis de resolver. Existem duas grandes divisões. A primeira é em relação a eleições. Não existem duas, mas três posições a respeito. Existe um grupo que suspeita profundamente de eleições, argumentando que participar delas não é apenas politicamente ineficaz, mas reforça a legitimidade do sistema mundial existente.
Os outros acham que é crucial participar de processos eleitorais. Mas esse grupo está dividido em dois. Por um lado, existem aqueles que afirmam ser pragmáticos. Eles querem trabalhar de dentro – dentro dos maiores partidos de centro-esquerda quando existe um sistema multipartidário funcional, ou dentro do partido único quando a alternância parlamentar não é permitida.

E existem, é claro, os que condenam essa política de escolher o mal menor. Eles insistem que não existe diferença significativa entre os principais partidos e são a favor de votar em algum que esteja “genuinamente” na esquerda.

Todos estamos familiarizados com esse debate e já ouvimos os argumentos várias vezes. No entanto, está claro, pelo menos para mim, que se não houver algum acordo entre esses três grupos em relação às táticas eleitorais, a esquerda mundial não tem muita chance de prevalecer a curto ou a longo prazo.

Acredito que exista uma forma de reconciliação. Ela consiste em fazer uma distinção entre as táticas de curto prazo e as estratégias a longo prazo. Concordo totalmente com aqueles que argumentam que obter poder estatal é irrelevante para as transformações de longo prazo do sistema mundial – e possivelmente as prejudica. Como uma estratégia de transformação, foi tentada diversas vezes e falhou.

Isso não significa que participar nas eleições seja uma perda de tempo. É preciso considerar que uma grande parte dos 99% está sofrendo no curto prazo. Esse sofrimento é sua preocupação principal. Tentam sobreviver, e ajudar suas famílias e amigos a sobreviver. Se pensarmos nos governos não como agente potencial de transformação social, mas como estruturas que podem afetar o sofrimento a curto prazo, por meio de decisões políticas imediatas, então a esquerda mundial se verá obrigada a fazer o que puder para conquistar medidas capazes de minimizar a dor.

Agir para minimizar a dor exige participação eleitoral. E o debate entre os que propõem o menor mal e os que propõem apoiar partidos genuinamente de esquerda? Isso torna-se uma decisão de tática local, que varia enormemente de acordo com vários fatores: o tamanho do país, estrutura política formal, demografia, posição geopolítica, história política. Não há uma resposta padrão. E a resposta para 2012 também não irá necessariamente servir para 2014 ou 2016. Não é, pelo menos para mim, um debate de princípios. Diz respeito, muito mais, à situação tática de cada país.

O segundo debate fundamental presente na esquerda é entre o desenvolvimentismo e o que pode ser chamado de prioridade na mudança da civilização. Podemos observar esse debate em muitas partes do mundo. Ele está presente na América Latina, nos debates fervorosos entre os governos de esquerda e os movimentos indígenas – por exemplo na Bolívia, no Equador, na Venezuela. Também pode ser acompanhado na América do Norte e na Europa, nos debates entre ambientalistas/verdes e os sindicatos, que priorizam manutenção dos empregos já existentes e a expansão da oferta de emprego.

Por um lado, a opção desenvolvimentista, apoiada por governos de esquerda ou por sindicatos, sustenta que sem crescimento econômico, não é possível enfrentar as desigualdades econômicos do mundo de hoje – tanto as que existem dentro de cada país quanto as internacionais. Esse grupo acusa o oponente de apoiar, pelo menos objetivamente e talvez subjetivamente, os interesses das forças de direita.

Os que apoiam a opção anti-desenvolvimentista dizem que o foco em crescimento econômico está errado em dois aspectos. É uma política que leva adiante as piores características do sistema capitalista. E é uma política que causa danos irreparáveis – sociais e ambientais.
Essa divisão parece ainda mais apaixonada, se é que é possível, que a divergência sobre a participação eleitoral. A única forma de resolver isso é com compromissos, diferentes em cada caso. Para fazer com que isso seja possível, cada grupo precisam acreditar na boa fé e nas credenciais de esquerda do outro. Isso não será fácil.

Essas diferenças poderão ser superadas nos próximos cinco ou dez anos? Não tenho certeza. Mas se não forem, não acredito que a esquerda mundial possa ganhar, nos próximos vinte ou quarenta anos, a batalha fundamental. Nela se definirá que tipo de sistema sucederá o capitalismo, quando este sistema entrar definitivamente em colapso.


LULA: Ex-presidente inicia hoje radioterapia



Nesta quarta, 4, o nosso eterno presidente Lula inicia as sessões de radioterapia contra o câncer na laringe.

A expectativa da equipe médica que o atende é que Lula passe pela radio tão bem como como passou pelas sessões de quimio.

Com o Brasil torcendo por ele, temos fé que Lula vencerá mais esta luta.

FORÇA COMPANHEIRO!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

DIRETO DO BLOG DO JESO CARNEIRO. Contas de Jatene: o melhor e o pior

Contas de Jatene: o melhor e o pior

Por Jeso Carneiro em 3/1/2012

Especialista em orçamento público, Evaldo Viana se debruça sobre as contas do 1º ano do governo Simão Jatene II.

A partir dessa leitura, prepara um texto onde apontará os pontos positivos e os negativos da gestão tucana 2011.

Uma constatação a que chegou Evaldo e que o blog (do Jeso) antecipa: os investimentos no ano passado caíram drasticamente em relação a 2010, quando o Pará vivia sob a batuta da petista Ana Júlia Carepa.


Do Blog do Aírton Faleiro

AGUARDEMOS!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Brasil transforma momento de crise em oportunidade, avalia Dilma

Fonte: Agencia Brasil


Em mensagem que foi ao ar hoje (2), a presidenta Dilma Rousseff avaliou que 2011 foi um bom ano e que o país está entrando em uma era de prosperidade. “Com planejamento e políticas acertadas, estamos conseguindo proteger nossa economia, nossos setores produtivos e, sobretudo, o emprego dos brasileiros. Estamos transformando um momento de crise em um momento de oportunidade e entrando em uma nova era, uma era de prosperidade”, disse durante o programa semanal de rádio Café com a Presidenta.

Dilma lembrou que, no ano em que quase todos os países do mundo perderam empregos, o Brasil criou mais de 2 milhões de postos de trabalho, além de registrar crescimento com inflação baixa e juros descendentes, distribuição de renda e diminuição das desigualdades sociais.

Sobre as perspectivas para o período que se inicia, a presidenta avaliou que 2012 será um marco de consolidação do modelo brasileiro de governança. Segundo ela, o ano deve começar com menos tributos para mais de 5 milhões de pequenas empresas e microempreendedores individuais, que terão crédito mais fácil e com juros mais baixos.

Outro ponto destacado durante o programa é que, até 2014, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil devem fazer investimentos de mais de R$ 125 bilhões no Programa Minha Casa, Minha Vida. Até o momento, 341 mil moradias foram contratadas, 400 mil, entregues e 500 mil estão em obra.