quarta-feira, 9 de abril de 2014

FIM DA GREVE DOS PRAÇAS NO PARÁ E UMA LIÇÃO AOS GOVERNANTES E LEGISLADORES



Quando se comete um erro político ele tem preço político e afetava sociedade. Digo isso por que acredito que o governo Jatene errou feio neste assunto: 1- mandou o projeto de lei na hora errada, poderia ter mandado para a Assembleia Legislativa no ano passado e não em ano eleitoral; 2- mandar projeto de lei contemplando apenas um segmento (os oficiais) e deixando de fora os praças; 3- forçar sua base na Assembleia Legislativa a votar o PL sem a inclusão das demandas dos praças por meio de emenda vinda do executivo.
Penso que essa sucessão de erros trouxe alguns prejuízos que me arrisco enumera-los: 1)- como afirmei na reunião de negociação na Alepa (ver jornal o Liberal do dia 27/03/14) que ao continuar insistindo em votar sem incluir os praças criaria um situação de instabilidade na segurança pública, no estado e uma crise institucional. Não deu outra, os oficiais e os praças entram em confronto entre si, cada um defendendo o seu direito. Credito ao governo a responsabilidade por esse conflito por não ter contemplado o conjunto da corporação. Não se sentindo contemplados os praças foram as ruas e isso consolidou o que falamos anteriormente, pois se instalou clima de instabilidade na segurança pública do estado; 2)- o governo teve que ceder as pressões e acatar as reivindicações dos praças depois de passar por irreparável desgaste político, que certamente terá reflexos nas eleições deste ano; 3)- a sociedade teve o prejuízo de não contar com os serviços de segurança, de forma mais eficaz durante o período de crise e a bandidagem se sentiu mais a vontade para agir contra uma população indefesa; 4)- os parlamentares da base governista passaram por desgaste político ao votarem o PL sem incluir emendas do executivo, atendendo as demandas dos praças.
Conclusão serve para todos nós, que às vezes somos oposição e outras vezes somos governo, que ouvir a voz das ruas é recomendável e ouvir a voz da oposição nem sempre está errado. Lamento que tenhamos passado por tudo isso, pois no fundo todos perdemos, com desgastes, tanto do executivo quanto do legislativo.

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