terça-feira, 21 de maio de 2013


Autor de boato sobre Bolsa Família é 'desumano' e 'criminoso', diz Presidente Dilma Rousseff

Beneficiários correram às lotéricas no final de semana devido à informação.
Segundo a presidente, boato 'leva intranquilidade às famílias mais pobres'.




A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (20), em Ipojuca (PE), que o autor do boato de que o programa Bolsa Família iria acabar é "desumano" e "criminoso".
Informações sobre o fim do pagamento do benefício geraram tumulto no fional de semana em estados do Nordeste, como Alagoas, Paraíba, Ceará e Maranhão. Nesses locais, beneficiários correram às lotéricas após o boato de que o recebimento de valores do programa só seria feito até este sábado.
"É algo absurdamente desumano o autor desse boato. Por isso, além de desumano, ele é criminoso. Por isso, nós colocamos a Polícia Federal para descobrir a origem de um boato que tinha por objetivo levar a intranquilidade aos milhões de brasileiros que nos últimos dez anos estão saindo da pobreza extrema", afirmou Dilma em discurso na cerimônia que marcou a viagem inaugural do petroleiro Zumbi dos Palmares, em Ipojuca.
"Espalhou-se um boato falso, negativo, esse boato que leva intranquilidade às famílias mais pobres", reclamou a presidente. Antes, pelo Twitter, a ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, havia afirmado que o boato "deve ser da central de notícias da oposição”. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou à Polícia Federal a investigação da origem do boato.
No discurso, a presidente disse que não abre mão de compromissos com o Bolsa Família."O compromisso do meu governo com o Bolsa Família é forte profundo e definitivo. Nós não abriremos mão do Bolsa Familia, assim como não abriremos mão do nosso compromisso com o conteúdo nacional para a indústria naval", declarou. A presidente garantiu que dinheiro do Bolsa Família é "sagrado". "Enquanto for necessário e tiver algum brasileiro vivendo abaixo da linha da pobreza, iremos buscar esse brasileiro e garantir a ele esse direito de cidadania que é viver com o mínimo de dignidade em nosso país", afirmou.

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