sábado, 28 de maio de 2011

Ex-líder sem-terra do MCC é assassinado a tiros em Rondônia

Agricultor Adelino Ramos, líder do MCC (Movimento Camponês Corumbiara), considerado um dos movimentos sociais agrários mais radicais do país, foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (27) em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho.

Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ele informou à Ouvidoria Agrária Nacional, em 2009, que sofria ameaças de morte porque denunciava a ação de madeireiros na região da divisa entre Acre, Amazonas e Rondônia.

Jimmy Maciel/Sepror
Ramos foi morto a tiros por um motociclista enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia

De acordo com informações da Polícia Civil de Rondônia, o agricultor foi morto a tiros por um motociclista enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia. O crime ocorreu por volta das 10h.

Nenhum suspeito foi preso até o momento.

Adelino era um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara, em 1995, que ocorreu durante a desocupação da fazenda Santa Elina. Morreram no conflito dez sem-terra que estavam acampados na fazenda e dois policiais militares.

EXTRATIVISTA NO PARÁ

A morte de Adelino acontece três dias depois que o casal José Claudio Ribeiro da Silva, 54, e Maria do Espírito Santo da Silva, 53, serem assassinados a tiros em Nova Ipixuna (PA).

Os dois eram lideranças na extração de castanheira na região e lutava contra os madeireiros na região de Marabá. A polícia suspeita que os dois foram mortos em uma emboscada.

A polícia suspeita que os dois foram mortos em uma emboscada.

Em novembro do ano passado, Silva declarou durante uma palestra na conferência TEDx Amazônia que vivia "com uma bala na cabeça" por denunciar madeireiros da região. "A mesma coisa que fizeram com o Chico Mendes e a irmã Dorothy [Stang], querem fazer comigo."

José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva

folha.com Escrito por Cícero Loiola Sex, 27 de Maio de 2011 21:50

Adelino Ramos - morto a tiros ontem em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho (RO).

O agricultor Adelino Ramos, líder do MCC (Movimento Camponês Corumbiara), considerado um dos movimentos sociais agrários mais radicais do país, foi morto a tiros ontem em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho (RO).

Foi o terceiro assassinato, só nesta semana, de pessoas que estão no levantamento de ameaçados de morte feito pela CPT (Comissão Pastoral da Terra), ligada à Igreja Católica. Na terça-feira, um casal de líderes extrativistas foi morto em Nova Ipixuna (PA).

Ramos era um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara, que ocorreu em 1995 durante a desocupação de uma fazenda em Rondônia. No conflito, foram mortos dez sem-terra e dois PMs.

Os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) divulgaram nota repudiando o assassinato do agricultor e cobrando da polícia uma investigação rigorosa.

Eles atribuem a morte a uma provável perseguição aos movimentos sociais.

Segundo a CPT, Ramos denunciava a ação de madeireiros na região da divisa entre Acre, Amazonas e Rondônia.

Ele e um grupo de trabalhadores rurais reivindicavam a criação de um assentamento agrário no local.

No início do mês, o Ibama apreendeu cabeças de gado e madeira no local, que é área de preservação ambiental.

"Isso leva a crer que esse tenha sido o motivo de sua morte", disse a CPT, em nota.

Em 2009, Ramos disse à Ouvidoria Agrária Nacional que sofria ameaças de morte.

Segundo a Polícia Civil de Rondônia, o agricultor foi morto a tiros por um motociclista enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia.

O delegado Talles Beiruth, responsável pelo caso, afirmou que não falaria sobre os possíveis motivos do crime para não "atrapalhar as investigações".

Fonte: Folha de S. Paulo

sexta-feira, 27 de maio de 2011

É HOJE!!!

Do Blog da Ana Julia - O Pará não aceita mais a barbárie no campo.

Ontem foi um dia muito triste para a história do Pará. O bárbaro assassinato do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo mexeu demais comigo.

Para piorar, a câmara federal aprovou mudanças radicais no Código Florestal, que, a meu ver, muitas delas simbolizam um retrocesso na política de preservação de nossos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável em nosso país.

No bojo destes acontecimentos trágicos, lembrei-me do imenso esforço que tivemos que empreender quando estávamos à frente do governo do Estado e criamos novas políticas públicas para a área rural.


Zoneamento Ecônomico Ecológico e as políticas públicas para o Desenvolvimento Sustentável do Pará.

Durante quatro anos foram implantadas políticas para a agricultura familiar, para o extrativismo e uma política de regularização fundiária e ordenamento territorial, todas visando trazer paz à realidade conflituosa existente por décadas na zonal rural paraense.

Mesmo não tendo resolvido por inteiro as dívidas que o Estado tem para com os menos favorecidos, avalio que fomos vitoriosos com os passos decisivos que demos na busca da paz no campo, garantindo vida digna para grandes e pequenos produtores rurais.

O Zoneamento Econômico Ecológico já é lei em 11 das 12 macrorregiões do Estado do Pará, com exceção do Marajó, que nos faltou tempo para fazê-lo. O ZEE da região Oeste e BR-163 foi sancionados pelo ex-presidente Lula. O ZEE da Borda Leste e Calha Norte, já é lei estadual e está no CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente - esperando aprovação para virar lei federal.

O processo de Regularização Fundiária foi iniciado pelo nosso governo por meio do ITERPA, com total apoio do Programa Pará Rural na SEPE, em convênio com o INCRA. Com estas políticas somadas a um diálogo permanente com os movimentos sociais resultaram na diminuição significativa do número de mortes por conflito de terra no campo, números registrados pela Secretaria de Segurança Pública do Pará e pela Ouvidoria Agrária Nacional.


1º Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Sócio-Ambiental da Transamazônica e Xingu.

Em contrapartida, a produção de nossa agricultura familiar, multiplicou-se. Iniciávamos assim um caminho para estabelecer a paz no campo e inserir nossos agricultores familiares e extrativistas na economia local, melhorando sua qualidade de vida. Um caminho que imaginávamos não ter volta.

Ao mesmo tempo em que vínhamos realizando estas mudanças, percebia o quanto isto incomodou aqueles que estavam acostumados a ter os benefícios do Estado apenas para si e esta pequena parcela, formada pelos grandes latifundiários, muitos deles grileiros que se utilizam do trabalho escravo e da violência como via de regra no campo.

Várias matérias foram encomendadas em jornais e revistas de circulação nacional as quais acusavam nosso governo de transformar o Pará numa terra sem leis, insinuando que não cumpríamos os mandatos de reintegração de posse expedidos pela justiça e assim incentivaríamos as ocupações, chegando ao cúmulo de uma senadora, líder da bancada ruralista no Senado, pedir intervenção no Estado, o que obviamente não aconteceu dada a leviandade da proposta.

O que os números mostravam é justamente o contrário: em 2007 ao recebermos o governo com 173 mandatos judiciais de reintegração de posse sem serem cumpridos. Cumprimos mais de 200 mandatos, sem precisar usar a violência policial para executarmos estas determinações judiciais.

Nosso governo tinha uma linha clara de diálogo com os movimentos sociais, mas certas vezes fomos até obrigados a sermos rígidos com algumas lideranças para cumprirmos a lei, no entanto nunca, jamais fizemos o uso da violência como era de praxes por quem me antecedeu no governo do Pará.

Sei que os incomodados com nossa atuação entraram firme numa campanha de difamação e calúnias desde o início de nosso governo. Nossos erros eram amplificados ao passo que os acertos omitidos pela grande imprensa. Como muito pouco tinham para comparar entre nosso modo de governar e os números que vínhamos alcançando, a campanha eleitoral foi negativamente um jogo sujo contra nosso ideal de desenvolver sem depredar, e assim, nossos adversários saíram vitoriosos.

Agora, me vem uma reflexão: Será que os promotores da violência no campo se sentem mais seguros por não estarmos mais no governo? Será que agora eles acham mais fácil afastar os que “atrapalham” seus gananciosos projetos, chegando ao absurdo de tirar-lhes a vida?


Irmã Dorothy, uma defensora dos povos da Amazônia.


Quero acreditar que não! Quero piamente crer que o atual grupo político que hoje governa o Pará - o mesmo, quando os grileiros assassinaram a irmã Dorothy Stang, naquele trágico mês de fevereiro de 2005 - fará de tudo para desvendar mais este crime bárbaro e garantir um inquérito que resulte em uma clareza insofismável, levando os culpados para a cadeia e dando exemplo de que o Poder Público é maior do que os desmando de alguns exploradores.

Ressalto que durante este período muitos produtores rurais passaram a compreender nossa política de governo e defende-la, pois quando notaram que a regularização fundiária, o ordenamento territorial e as políticas públicas de apoio à agricultura familiar demonstraram ser o caminho mais seguro para a paz no campo, tivemos parceiros imprescindíveis.

Pelo fim da impunidade, que é a maior incentivadora da violência no campo, o retorno da política de regularização fundiária e o apoio à agricultura familiar e o extrativismo no Pará, eu digo:

Viva a luta de Chico Mendes, irmã Dorothy e José Cláudio e Maria do Espirito Santo!

Viva os defensores da Amazônia e do seu povo!

Faleiro teme que o Pará volte a registrar assassinatos de sindicalistas rurais





Texto e fotos: Assessoria de Comunicação


O deputado Airton Faleiro (PT) participou, nesta sexta-feira, 27, de Sessão Especial, na Assembléia Legislativa do Pará, sobre as Comunidades Quilombolas, promovida pelo deputado do PT, Chico Pesca.

Faleiro discursou no plenário e disse que o teme que o Estado, no governo Jatene,volte a registrar assassinatos de sindicalistas rurais. Veja os principais trechos do seu discurso.

Morte dos sindicalistas José Claudio e Maria do Espírito Santo.

“ O governador Simão Jatene tem que ter uma reação rápida e enérgica para apurar a mandar prender o autor (s) e mandante (s) dos sindicalistas José Claudio e Maria do Espírito Santo. Tem que colocar toda a inteligência do Governo nisso e fazem como fez a presidente Dilma, que já colocou a Polícia Federal no caso, para identificar e prender os mandatos.

Código Florestal

“ O que vinha era um relatório muito pior do que foi aprovado. O Governo deu o apoio ao projeto que foi votado, mas com emendas que contém o ponto de vista do Estado. O projeto vai para o senado e contamos com os senadores para as alterações necessárias”.

Caminhada contra a corrupção

“As fraudes na Assembléia tem que ser apuradas. Não é possível esconder a verdade dos deputados, por isso, quero dizer que já assinei a CPI para apurar as fraudes, juntamente com a nossa bancada do Partido dos Trabalhadores.

Aproveito a oportunidade para convocar todos vocês para a marcha contra a corrupção, contra esta barbaridade que está nesta Casa. O presidente (Manoel Pinheiro) tem a chance de moralizar esta Casa”.

Quilombolas

“ Tenho longa história, feita em conjunto, com os quilombolas. No governo Ana Júlia, aceleramos o processo de regularização das terras quilombolas. Agora, o que está me preocupando é a postura do presidente do Iterpa, Carlos Lamarão, que quer regularizar, individualmente, os assentamento, que hoje são regularizados de modo coletivo. Se os trabalhadores querem assim, que seja feito assim, de forma coletiva. Agora ouço falar que querem individualizar as terras quilombolas, que também são feitas de forma coletiva. Será que isso é para favorecer as empresas. Ninguém compra um quilombo, mas compra terras, individualmente. Se o governador não mudar esta política do Iterpa, vamos pedir para que mude o presidente do Iterpa”.

Manifesto Pela Reforma Agrária do Oeste do Pará

Dilma descarta propaganda de opções sexuais no Brasil - "O Liberal"


Ato contra corrupção tem apoio de 26 entidades - "O Liberal"

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Corpos de casal de extrativistas são enterrados no Pará


Cortejo fúnebre teve bloqueio de ferrovia, de rodovia e protesto contra mortes no campo. Cerca de mil pessoas foram ao enterro


O cortejo fúnebre e o enterro dos líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, na manhã desta quinta-feira, em Marabá, cidade a 440 quilômetros de Belém, foi transformado em um ato público com cerca de mil pessoas pedindo reforma agrária e o fim da violência no campo - milhares de pessoas fecharam uma ferrovia e uma rodovia, no final da madrugada.

O casal foi assassinado na terça-feira pela manhã, em Nova Ipixuna, a 390 quilômetros da capital paraense.

A BR-222 e a Estrada de Ferro Carajás foram interditadas na altura da ponte sobre o rio Tocantins, na cidade de Marabá. Com pneus, faixas, galhos e cruzes representando as mortes no campo, cerca de mil integrantes de movimentos sociais com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central Únia dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Sintraf) protestaram contra os conflitos entre madeireiros e trabalhadores assentados na região, cobraram urgência na reforma agrária e melhores condições de vida para os trabalhadores já assentados.


Caminhada

Após a liberação da rodovia, pelo menos três mil pessoas fizeram uma caminhada de aproximadamente cinco quilômetros até o Cemitério da Folha 29, onde o casal foi enterrado.

Os representantes de movimentos sociais afirmaram que alguns homicídios não são investigados pela polícia da região. “Existem as mortes, mas o Estado nada faz para combater isso. Nem mesmo investiga”, declarou Ivagno Brito, coordenador do MST no Pará. Oficialmente, segundo a Delegacia Especial de combate a Crimes Agrários de Marabá (DECA), de quatro homicídios ocorridos na região em 2011, apenas em um não foi aberto inquérito oficialmente. “Isso não aconteceria se já tivesse sido feita e regularizada a reforma agrária no Pará”, afirmou Brito.

A deputada estadual Bernadete Ten Caten (PT) afirmou que pretende, a partir de segunda-feira, intensificar as discussões sobre a regularização fundiária e proteção às pessoas que vivem na região, na Assembléia Legislativa do Pará. “Eles denunciaram os problemas no campo e foram alvo de retaliações. Isso tem que acabar”, disse.

O representante do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Ricardo Vizentin, admitiu que algumas das mortes que ocorreram em Marabá foram fruto da falta de capacidade do Estado de não equacionar, o mais rápido possível, problemas relacionados ao conflito agrário na região. “Isso não vem de hoje, e o Estado tem sua parcela de culpa nisso. Agora, é um problema complexo. Porque você precisa combater toda uma rede e não apenas A ou B”, disse. Segundo ele, está prevista, para esta sexta-feira, uma reunião entre Ministério do Meio Ambiente e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República justamente para tentar achar soluções para os conflitos agrários em Marabá.

Segundo o estudo “O Mapa da Violência” 2011, Marabá é a quarta cidade mais violenta do Brasil, com taxa de 125 homicídios para cada 100 mil habitantes, segundo números de 2008. A cidade mais violenta do Brasil também está no Pará e está localizada a 40 quilômetros de Marabá: Itupiranga. Por lá, o índice de violência é de 160 mortes para cada 100 mil habitantes. Em 2008, foram registradas 68 mortes. A cidade tem 42 mil habitantes e também sofre influência da disputa entre madeireiros, carvoeiros e trabalhadores rurais.

BELO MONTE: Comissão parlamentar para acompanhar o processo de implantação do projeto vai à Brasília

Por Assessoria de Comunicação

Uma comissão da Assembléia Legislativa do Pará (Alepa) - instituída para acompanhar a implantação do projeto de Belo Monte - a qual fazem parte os deputados Aírton Faleiro (PT), Martinho Carmona (PMDB), Raimundo Santos (PR), Ozório Juvenil (PMDB) e José Megale (PSDB) foi à Brasília para se reunir com os dirigentes dos grupos Norte Energia, representado pelo presidente Carlos Nascimento; da Eletronorte, Ademar Palocci; Valter Cardel, da Eletrobrás e José Ailton de Lima, da Companhia Hidrelétrica do Rio São Francisco (Chesf).

Uma das principais reivindicações que os deputados (a exceção de Megale) levaram aos dirigentes do consórcio foi atendida. O estado terá exclusividade em 13,2% da energia gerada por Belo Monte, não fazendo parte do sistema integrado, que levará energia a outros estados. A Vale e a Sinobrás ficarão com 10% deste total e 3,2 para o Grupo Rede.

Além disso, outros 20% de energia elétrica gerada estarão prioritariamente destinadas à empresas do Pará que desenvolvam atividades produtivas.

A capacidade de geração de energia elétrica de Belo Monte está estimada em 11.222 Mega Watts.

A discussão de uma cota de energia exclusiva aos paraenses foi iniciada pela ex-governadora Ana Júlia e mantida pelo atual governador, Simão Jatene. “É a primeira vez na história que o Pará deixa de ser apenas produtor e fornecedor de energia e passa a ser proprietário de uma fatia importante de energia para o desenvolvimento do seu processo produtivo”, disse Airton Faleiro.

Alojamentos - Os deputados também pediram que fosse evitada a construção de alojamentos convencionais e lembraram das mazelas sociais que aconteceram em Tucuruí. Em resposta, Carlos Nascimento, da Norte Energia, disse que eles vão trabalhar para reduzir ao máximo a existência de alojamentos, mas que é impossível não tê-los por causa de um percentual de trabalhadores que são conhecidos como flutuantes, que vivem trabalhando de obra em obra.

Para evitar, ao máximo, problemas com os alojamentos, as empresas decidiram investir na capacitação de mão de obra local, que já tem residência fixa. Para os trabalhadores que vem de fora, com a família, serão construídas 500 casas em Altamira e 2.500 em Vitória do Xingu.

Condicionantes sócio-ambientais - A implementação das condicionantes sócio ambientais - propostas que devem contemplar os cuidados com meio ambiente, investimentos em infraestrutura, educação e saúde - é um dos temas mais delicados da implantação de Belo Monte.

Ficou acertado que a Comissão da Alepa irá fiscalizar a implementação das condicionantes e de outros investimentos que serão feitos para compensar os municípios no entorno de Belo Monte. Os recursos previstos para isso são de 4 bilhões de reais, do governo federal e 500 milhões de reais das empresas do consórcio.

Segurança pública - Em reunião com o governo do Estado, ficou acertado que, além dos valores já previstos, outros 100 milhões serão aplicados na área de Segurança Pública, atingindo todos os 11 municípios envolvidos no projeto de Belo Monte. A Comissão de deputados da Alepa vai acompanhar os investimentos das empresas e o cumprimento das metas de segurança, estabelecidas pelo governo do Estado.

Programa especial - Mais de 20 mil famílias também serão beneficiadas, com energia elétrica, entre as metas compensatórias da implantação do projeto. Aproximadamente R$600 milhões, do orçamento já previsto de R$ 4 bi, serão investidos em um programa especial do Luz Para Todos, à exemplo do que aconteceu recentemente com os municípios próximos da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Houve críticas com relação à demora da implantação do programa especial do Luz Para todos, mas as empresas justificaram dizendo que ainda não foi liberada a licença de instalação do empreendimento de Belo Monte.

Infraestrutura - Dos 500 milhões prometidos pelas empresas para investimentos em infraestrutura, 100 milhões já tem obras contratadas em vários municípios. Entre as obras, construção de escolas, sistemas de abastecimento de água e esgotos.

A Comissão deverá elaborar um relatório com o resultado da reunião em Brasília que será apresentado na Alepa. Também serão realizadas reuniões mensais da comissão com o consórcio a fim de fiscalizar o andamento do projeto Belo Monte.