domingo, 6 de novembro de 2011

Ufopa completa dois anos com modelo único. Diário do Pará


Criada em 2009, quando se tornou a primeira universidade pública federal com sede no interior da Amazônia, a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) completou ontem dois anos de existência. Sediada em Santarém, que cogita a possibilidade de se tornar a capital de um novo Estado, caso o Pará seja dividido, a instituição oferta 13 bacharelados interdisciplinares e 20 habilitações, mantém atuação voltada para as características específicas da região e já prevê expansão da sua produção de conhecimento, através da implantação do Parque de Ciência e Tecnologia do Tapajós, ainda em fase de estruturação.

O atual reitor da Ufopa é um paraense doutor em geofísica pela Universidade da Califórnia (EUA): José Seixas Lourenço já comandou o Museu Paraense Emílio Goeldi e foi reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA) - quando ajudou a instalar no Estado o primeiro programa de pós-graduação da Amazônia e iniciou a interiorização do ensino superior no Pará. Em entrevista cedida aos jornalistas do DIÁRIO Fábio Nóvoa e Cintia Magno, Seixas Lourenço falou sobre os desafios de se desenvolver o conhecimento científico no interior da região amazônica.

P: O processo de interiorização iniciado em sua atuação na UFPA pode ser considerado um embrião da Ufopa?
R: Realmente,essa é a origem. Foram as primeiras sementes, que nos deram resultados muito importantes. No que se refere ao campus de Santarém, nós ousamos. Muitos achavam que não tínhamos perspectiva, na medida em que não havia um grande apoio federal, mas nós criamos oito campi, em Santarém, Altamira, Abaetetuba, Cametá, Soure, Castanhal, Bragança e Marabá. Hoje, sabemos que o campus de Marabá certamente vai ser transformado em uma nova universidade também, a Universidade do Sul e Sudeste do Pará. Então, essas sementes plantadas há 25 anos frutificaram. Eu diria que foi uma verdadeira revolução para o interior. É claro que houve uma resistência até de pessoas da própria universidade, que achavam que o ensino superior ainda não tinha se consolidado nem em Belém e que seria um grande risco a gente interiorizar. Mas, na verdade, a decisão que nós tomamos naquela época foi absolutamente importante e fundamental para o desenvolvimento de todo o Pará.

P: Qual foi o principal desafio, na época, para implantar esse ensino superior no interior do Estado?
R: A situação era diferente de hoje, em que há um grande estímulo do Ministério da Educação para a criação de campi no interior. A ideia [da Ufopa] surgiu em 2006. Já era uma aspiração da comunidade acadêmica local, que gerou uma mobilização política no sentido de propor a criação da Universidade Federal do Oeste do Pará. Se por um lado poderia parecer que a universidade perderia um de seus campi, e de fato ele foi desmembrado, priorizou-se uma visão pública e cidadã que concordou que aquela região merecia uma universidade. O interessante é que, nessa mesma ocasião, o Estado do Amazonas também pleiteava uma universidade. A entrega do projeto com a proposta de criação da Ufopa ao ministro da Educação, Fernando Haddad é uma data histórica. Coincide com os 50 anos da UFPA, que é 2 de julho de 2007. Foi um ano e meio de tramitação. A lei foi sancionada exatamente no dia 05 de novembro de 2009, e foi criada a primeira universidade pública com sede no interior da Amazônia. E ela já surgiu multicampi.

P: Nesses dois anos, o que você apontaria como as principais conquistas?
R: Se destaca a estrutura acadêmica inovadora que foi construída bem antes da criação da universidade. Quando presidi a comissão de implantação, essa comissão demonstrou uma importante capacidade de trabalho e mobilização. Fizemos vários seminários, alguns incluindo o que há de melhor na Região Amazônica. Tivemos um grande número de debates e, inclusive, fizemos audiências públicas. A partir daí, começamos a desenvolver um novo modelo acadêmico em que a instituição priorizasse temas que são a vocação daquela região, em vez de criar aqueles núcleos ou departamentos tão fragmentados, que geralmente acontecem em instituições tradicionais. A gente optou por cinco institutos interdisciplinares. O Instituto de Ciência e Tecnologia das Águas, o Instituto de Biodiversidades e Floresta, o Instituto de Engenharias e Geociências, o Instituto de Ciências da Sociedade e o Instituto de Ciências da Educação. Resolvemos criar um centro de formação interdisciplinar porque decidimos adotar o seguinte modelo de acesso dos jovens que terminam o Ensino Médio: a seleção é feita exclusivamente utilizando 100% o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] e os estudantes passam por dois períodos de formação interdisciplinar. Ou seja, eles ingressam na universidade sem fazer opção de curso. A observação geral é de que os jovens entram em uma profissão e mudam ao longo do curso. Você não tem no Ensino Médio, de um modo geral, uma percepção das várias carreiras. Poucos sabem o que é se formar arqueólogo ou um planejador geral na área de computação, por exemplo. Então, esse modelo se revelou extremamente interessante. Fizemos a primeira seleção no final do ano passado e tivemos, para surpresa nossa, uma demanda muito grande. Foram quase 18 mil inscritos para 1.200 vagas. Ou seja, isso dá quase 15 concorrendo para cada uma vaga. Como o processo é aberto, já que é pelo Enem, vieram candidatos de todo o Brasil, mas 90%, obviamente, eram do próprio Pará e, em especial, de Santarém. Ao final do primeiro semestre, houve a opção por um dos cinco institutos, ainda não pela carreira. Agora, eles estão passando, desde agosto até dezembro, por uma visão interdisciplinar dentro da área específica. Depois de dezembro é que farão a opção por uma dessas carreiras. É uma grande inovação dessa universidade, que está servindo de referência não apenas para as universidades tradicionais, mas também para universidades novas.

P: Antes, esse modelo não existia aqui na Amazônia...
R: Não. Nem no Brasil. Mesmo as universidades novas têm o ingresso já para uma respectiva graduação. Certamente somos um paradigma, uma referência para as demais universidades e esse modelo tem se revelado muito exitoso segundo depoimentos dos próprios alunos. O segundo grande êxito que tivemos é a qualidade do corpo docente, e é fundamental, porque, por mais inovadora que a estrutura acadêmica seja, você não é capaz de executar o modelo com a qualidade exigida se você não tiver um corpo docente que seja qualificado.

P: A região também possui um campo vasto para a pesquisa, não?
R: Muito. Na hora em que você coloca como temas principais a água e a água na sua diversidade, inclusive na área de saneamento, que estamos abrindo agora... Para quem quer fazer arqueologia, nós estamos com um grupo muito sólido que é um dos melhores da região. O que aconteceu em todo esse oeste do Pará? Uma demanda reprimida. Os jovens tinham meios e vinham estudar fora porque a oferta em Santarém ainda era muito pequena na época. Então, na hora em que surge uma nova universidade, as pessoas vieram e se inscreveram. Em julho do ano passado, seis anos após a universidade ser criada, nós partimos para a formação superior de professores do ensino fundamental e médio que atuam em todo o oeste do Pará. A gente estima que o número de professores que não tiveram a oportunidade de fazer nível superior chegue de 8 a 10 mil somente na região, contrariando, inclusive, a Lei de Diretrizes e Bases, que diz que, para ser professor, a pessoa precisa ter a formação. Então, a gente resolveu aceitar esse desafio. Nosso desafio é que, dentro de cinco anos, todos os professores leigos já tenham ingressado na universidade.

P: Então, a própria implantação da universidade já está colhendo frutos para a região, nesse caminho onde a educação é motor de desenvolvimento...
R: Não tenho dúvida de que a educação, a ciência e a tecnologia tenham esse papel. A Ufopa já vinha desenvolvendo pesquisa com a UFPA e a Ufra, só que agora ela desenvolve com um potencial muito maior na medida em que nós quadruplicamos o nosso potencial. Como universidade nova, nós já temos três pós-graduações a nível de mestrado e já há uma proposta de doutorado interdisciplinar em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento. Nós temos uma perspectiva de já atingir aquilo que é a exigência recente do Conselho Nacional de Educação, de diferenciar universidades de faculdades e instituições de ensino superior. Devem ter o status de universidade aquelas que tiverem pelo menos um doutorado e três mestrados. É uma meta que será cobrada até 2014 e essa jovem universidade de dois anos já, praticamente, com a aprovação do doutorado, terá alcançado a meta mínima. Nós já temos uma agenda de pesquisa de pós-graduação muito sólida. Então, se me perguntam se faz diferença a criação de novos meios de pesquisa em uma região, digo que isso muda por completo o cenário na medida em que você começa a gerar conhecimento em um nível mais alto e a desenvolver a região.

P: A instituição está com as inscrições abertas agora para o seu segundo processo seletivo e tem previsão de criar novos cursos para o ano que vem...
R: É. Na verdade, nós estamos consolidando a oferta que já fizemos antes e o instituto de águas sugeriu a criação do curso de Engenharia Sanitária. Mas o leque que nós ofertamos já é bastante significativo. Estamos em viabilização de um Parque de Ciência e Tecnologia do Tapajós, que será um espaço para quem quiser transformar conhecimento em produto. O parque terá, por exemplo, incubação de empresas. A Sudam já aprovou R$ 2 milhões para criar um núcleo de aquicultura dentro da ideia do Parque de Ciência e Tecnologia do Tapajós. Isso será anunciado no dia 10 [de novembro], lá em Santarém.

P: A sede da universidade está instalada em uma região que pode vir a se tornar um novo estado, caso o Pará seja dividido...
R: Logo que o Congresso Nacional aprovou o plebiscito, eu tomei a iniciativa de criar ma comissão para desenvolver estudos e promover diagnósticos para subsidiar os debates sobre a divisão do Estado. Uma das características dessa região, que pode vir a se tornar o Estado do Tapajós, é que ela é riquíssima do ponto de vista cultural. Em tempos idos, há mil anos, eram duas culturas distintas, tinha a cultura marajoara e a tapajônica. Os resultados [dos grupos de estudos] têm sido extremamente interessantes. A universidade não toma partido, claro. A universidade, na realidade, deve analisar as diferentes percepções e nisso ela fez um grande diferencial na comissão que a gente criou. Fizemos uma análise crítica mostrando principalmente que, se essa região quer se transformar em um estado, tem que ter um projeto de estado. O que se percebe é que a discussão tem sido muito politizada do ponto de vista de partidos políticos e a gente não percebe ainda a apresentação de um projeto sólido de desenvolvimento diferenciado da região. (Diário do Pará)

CENTENÁRIO DE ALTAMIRA

Do Xingu águas verdes parece
Verde tela de verde polida
Altamira de verde se tece
Terra linda de verde vestida

Neste dia do teu centenário, os teus filhos, natos ou aqueles a quem tu, oh princesinha do Xingu, adotou como filhos, te saúdam. Oh terra vasta, fecunda e grandiosa.

Pelos cem anos de glória os votos de mais cem anos de prosperidade.

Parabéns Altamira, parabéns ao povo altamirense.

sábado, 5 de novembro de 2011

UFOPA: dois anos de criação

Parabéns à Ufopa e ao povo de Santarém e do oeste do estado.

Esse é um momento para recordar. A criação da Ufopa, em decreto assinado pelo saudoso José Alencar.






sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Imprensa repercute audiência pública sobre Região Metropolitana de Santarém

Veja a repercussão no site Amazon News da audiência pública que debateu a criação da região Metropolitana de Santarém, ocorrida ontem, quinta, dia 3.

Projeto de Lei Complementar do ex-deputado Carlos Martins

Nesta quinta-feira, 03, na sede do Poder Legislativo de Santarém, foi realizada uma Audiência Pública com o objetivo de divulgar o Projeto de Lei nº 01/2010, datado de 02 de fev

O autor do Projeto, disse que a Criação da Região Metropolitana de Santarém tem por finalidade a integração de organização, planejamento e execução de funções pública

s de interesse comum dos municípios que a integram em conformidade com o disposto no § 3º do art. 25 da Constituição Federal, § 2º do art. 50 da Constituição Estadual.ereiro de 2010, de autoria do Ex-deputado estadual Carlos Martins – PT (foto), que pretende criar a Região Metropolitana de Santarém, composta pelos municípios de Santarém, Mojui dos Campos e Belterra. Participaram do encontro a prefeita de Santarém,

Maria do Carmo; o prefeito de Belterra Geraldo Pastana; os deputados estaduais Airton Faleiro e Zé Maria, ambos do PT; vereadores, lideranças políticos do recém-criado município de Mojui dos Campos, representantes da so Cria também o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Santarém, de caráter normativo e deliberativo, constituído por: Representantes do Estado, Assembléia Legislativa, municípios integrantes e presidentes das Câmaras Municipais dos municípios integrantes. Assegurado a participação popular, devendo o Conselho estabelecer os procedimentos adequados em seu regimento interno.ciedade civil organizada e populares.

O Poder Executivo Estadual fica autorizado a constituir o Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana, vinculado à Secretaria de Estado de Integração Regional, com a finalidade de dar suporte ao planejamento integrado e às ações conjuntas dele decorrentes, com os objetivos de: Abrir créditos especiais para atender as despesas decorrentes da aplicação desta Lei Complementar.

O Projeto de Lei tem como relator o deputado estadual Airton Faleiro e conta com apoio de todos os deputados da região Oeste do Estado e, precisa ser

aprovado na Assembléia Legislativa do Estado ainda este ano.

Em respostas as indagações, o deputado Airton Faleiro, disse que a probabilidade de a Emenda ser aprovada é ótima, mas serão necessários mais argumentos, mais forças, para que o governador sancione a referida Lei. Para isso, sugeriu a formação de uma comitiva, composta por autoridades dos três municípios, para conversar com o governador Simão Jatene.

A prefeita Maria do Carmo e o prefeito Geraldo Pastana, pronunciaram-se garantindo apoio e reafirmando o compromisso de unir forças para tal.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Imprensa repercute segunda postagem de livro virtual

O jornal Fatos Regionais, de Altamira, repercutiu o lançamento da segunda postagem do livro virtual "Governo Popular Visto Por Dentro: Um diálogo com a sociedade.

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ao companheiro Lula

Companheiro, amigo e pra sempre presidente Lula.

Assim como todo o povo brasileiro, fomos tomados de surpresa pela notícia sobre o problema de saúde que ora enfrenta. Isso, logo após comemorarmos seus 66 anos, metade dos quais, dedicados a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras e à luta contra as desigualdades sociais em nosso país.

Diante dessa nova e inesperada batalha, tenho certeza que serás novamente vitorioso. Torço e oro, juntando-me à maioria do povo brasileiro, pelo total e pronto restabelecimento de sua saúde e rápido retorno à vida pública.

Na condição de amigo e companheiro de lutas, externo também minha solidariedade a D. Marisa e toda a sua família.

Força e coragem!

Sem controle e sem governo

Em recente pronunciamento na tribuna da Assembléia Legislativa, disse que o governo Simão Jatene ainda não havia dito a que veio, tamanha era a falta de controle do governador sobre as diversas áreas de governo.

Hoje reafirmo que o Pará está sem controle e sem governo.

Se não, vejamos: na área da educação, quase 800 mil estudantes estão sem aulas, por conta da greve dos professores. O governo não dá uma solução para o problema e radicaliza o movimento para os grevistas e quem paga este desgoverno são os estudantes.

Na área da saúde, assistimos preocupados, o avanço dos casos da doença de Chagas. Já são 94 casos confirmados da doença, a maioria em Belém. Até agora não vimos um combate efetivo através da Secretaria de Saúde do Estado e quem paga por este desgoverno, é a população.

O Departamento Estadual de Trânsito entrou em greve nesta segunda feira (31). O problema é salarial. Onde está o governo para resolver esta situação?.

Na segurança pública, nem se fala. O caos é ainda maior. Só no último final de semana foram oito homicídios. A desculpa do governo é que se trata de acerto de contas. Agora virou moda a polícia dar essa desculpa, assim fica fácil explicar a situação de tantos homicídios no nosso estado. A violência e assassinatos no campo de lideranças prosseguem aumentando. Para piorar, um posto da Polícia Militar em Água Azul do Norte, foi invadido e totalmente destruído pelo fogo. Ou seja, o governo está sendo ridicularizado pela criminalidade. Mas não é só. Pecuaristas do Marajó querem criar uma espécie de gabinete de crise para resolver de imediato o que eles chamam de “Poder paralelo de criminalidade na Ilha do Marajó”.

Se o estado já tem o poder paralelo do crime, onde está o governador Simão Jatene?

O inverno está chegando e a maioria das estradas estaduais não receberam nem obras durante esse primeiro ano de governo e nem recurso de orçamento.

Portanto, temos razão em dizer que o Plano Plurianual (PPA) poderá servir para mudar os rumos do governo, mas, do jeito que está não sinaliza para a melhoria em nenhuma dessas áreas.

Seria o caso da instalação de um gabinete de crise no Estado?.

Sem controle e sem governo

Em recente pronunciamento na tribuna da Assembléia Legislativa, disse que o governo Simão Jatene ainda não havia dito a que veio, tamanha era a falta de controle do governador sobre as diversas áreas de governo.

Hoje reafirmo que o Estado está sem controle e sem governo.

Se não, vejamos: na área da educação, quase 800 mil estudantes estão sem aulas, por conta da greve dos professores. O governo não dá uma solução para o problema e radicaliza o movimento para os grevistas e quem paga este desgoverno são os estudantes.

Na área da saúde, assistimos preocupados, o avanço dos casos da doença de Chagas. Já são 94 casos confirmados da doença, a maioria em Belém. Até agora não vimos um combate efetivo através da Secretaria de Saúde do Estado e quem paga por este desgoverno, é a população.

O Departamento Estadual de Trânsito entrou em greve nesta segunda feira (31). O problema é salarial. Onde está o governo para resolver esta situação?.

Na segurança pública, nem se fala. O caos é ainda maior. Só no último final de semana foram oito homicídios. A desculpa do governo é que se trata de acerto de contas. Agora virou moda a polícia dar essa desculpa, assim fica fácil explicar a situação de tantos homicídios no nosso estado. A violência e assassinatos no campo de lideranças prosseguem aumentando. Para piorar, um posto da Polícia Militar em Água Azul do Norte, foi invadido e totalmente destruído pelo fogo. Ou seja, o governo está sendo ridicularizado pela criminalidade. Mas não é só. Pecuaristas do Marajó querem criar uma espécie de gabinete de crise para resolver de imediato o que eles chamam de “Poder paralelo de criminalidade na Ilha do Marajó”.

Se o estado já tem o poder paralelo do crime, onde está o governador Simão Jatene?

O inverno está chegando e a maioria das estradas estaduais não receberam nem obras durante esse primeiro ano de governo e nem recurso de orçamento.

Portanto, temos razão em dizer que o Plano Plurianual (PPA) poderá servir para mudar os rumos do governo, mas, do jeito que está não sinaliza para a melhoria em nenhuma dessas áreas.

Seria o caso da instalação de um gabinete de crise no estado?.

Audiência pública vai debater a região metropolitana de Santarém

Nesta quinta feira (03), acontece na Câmara Municipal de Santarém ( Oeste), a partir das 15h, a audiência pública que vai debater o Projeto de Lei Complementar que cria a Região Metropolitana de Santarém (RMS) e tem por finalidade a integração regional por meio da organização, planejamento e execução das funções públicas de interesse comum aos municípios de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, que devem integrar a nova região metropolitana.

O projeto prevê ainda, a construção de um Conselho de Desenvolvimento e do Fundo de Desenvolvimento da RMS.

Na ocasião será informado a tramitação do projeto de Lei na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) e os passos seguintes.

Estão convidados para a audiência pública, os deputados, Antonio Rocha, Alexandre Von, Zé Maria, Josefina do Carmo, Gabriel Guerreiro, Junior Ferrari, além do autor do projeto, Carlos Martins.

A audiência pública é uma solicitação do deputado Airton Faleiro.

Assessoria do Mandato do deputado Airton Faleiro.

Por Iolanda Lopes.

Força Lula! Estamos todos contigo.

Ao ex-presidente Lula,

Companheiro você não está sozinho nesta luta. O país está ao seu lado. Força Lula!

Fonte: G1

Lula deve ter alta no começo da tarde, diz médico

Lula chega ao Sírio (Foto: Nelson Antoine/Foto Arena/AE)
Lula chega ao Sírio (Foto: Nelson Antoine/Foto
Arena/AE)



O cardiologista Roberto Kalil Filho, médico particular do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva há mais de 20 anos, afirmou na manhã desta terça-feira (1º) que Lula terá alta no começo desta tarde.

Ainda de acordo com Kalil, Lula está "bem" após passar a noite internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde começou nesta segunda tratamento de quimioterapia contra câncer na laringe.

Na noite de segunda (31), Lula recebeu a visita da presidente Dilma Rousseff. Ela afirmou que, na conversa com Lula, o ex-presidente "poupou a voz". Segundo Dilma, ele está "falando baixo" e não fez comentários sobre a previsão dos médicos de que perderá cabelos e barba durante o processo de quimioterapia - veja no vídeo acima.

Em entrevista coletiva na manhã de segunda, a equipe médica afirmou que o tumor de Lula tem agressividade média. “É o tumor mais comum dessa região, tem agressividade clássica dos tumores dessa região. É considerado um tumor intermediário, que tem um crescimento razoável se não for tratado. (...) O tumor foi detectado em um estágio intermediário. Ele é relativamente inicial, mas não tão inicial que dê para resolver com uma pequena cirurgia, mas ele é localizado, para nós isso é muito importante”, disse Paulo Hoff, oncologista da equipe que trata o ex-presidente Lula.

Ainda segundo a equipe, a decisão por fazer o tratamento sem cirurgia foi tomada por ser a mais adequada. Conforme os médicos, a cirurgia está descartada por enquanto.

“Até 20 anos atrás ele seria tratado com cirurgia. Estudos agora mostram que o resultado da cirurgia e da quimio e radio em termos de cura são exatamente iguais. Além de oferecer as mesmas possibilidades de cura [o tratamento com radio e quimioterapia] tem uma possibilidade enorme de preservar a laringe em sua integridade, com preservação da voz”, explicou o cirurgião Luiz Paulo Kowalski.

Sequelas na voz


Devido ao posicionamento do tumor, caso a opção dos médicos para o tratamento fosse pela cirurgia, seria necessário, por margem de segurança, retirar parte das cordas vocais. “Parte das cordas vocais teria que ser removida como margem de segurança, a cirurgia seria pior do ponto de vista de sequelas", afirmou Kowalski.

De acordo com a equipe médica, porém, mesmo o tratamento com quimioterapia pode causar alterações na voz do ex-presidente, mas de uma maneira sutil. “O tratamento com quimio e radioterapia pode deixar uma pequena alteração de voz. Mas dando tudo certo, e é o que estamos trabalhando para que aconteça, seria uma alteração mínima e não haveria nenhum impacto nas atividades normais do nosso paciente”, explicou o médico Paulo Hoff.


Cabelo e barba


O oncologista Paulo Hoff disse que “é um tratamento agressivo, e sim, o paciente terá os efeitos colaterais usuais, incluindo a queda de cabelo.”

Conforme Kalil, ao ser informado de que perderia cabelo e barba, Lula "reagiu normalmente" e disse "tá bom", afirmou o médico. Ainda segundo ele, a mulher de Lula, Dona Marisa, o acompanha 24 horas por dia.

"Ele está bem tranquilo, óbvio que, no primeiro momento, há uma apreensão, um choque. Chegou de excelente humor, do mesmo jeito de sempre, extremamente confiante”, disse Kalil.

De acordo com os médicos, o tipo de câncer que afeta o ex-presidente Lula atinge uma média de seis a sete homens para cada 100 mil no mundo. São Paulo é uma das cidades com maior incidência no mundo – 15 a 16 para cada 100 mil homens – provavelmente devido ao tabagismo e talvez consequência da poluição atmosférica, informaram os médicos.

Paulo Hoff afirmou ainda que "certamente para esse tipo [câncer de Lula] os agentes mais associados são cigarro e quando combinado, cigarro e álcool". "Identificar o que causou em um individuo é mais difícil, mas essas são as causas mais prováveis."

Dilma chega nesta terça à França, onde defenderá mais investimento

Fonte: G1

Presidente levará ao encontro do G20 mensagem em favor do crescimento.

Dilma deverá ainda divulgar a conferência ambiental Rio + 20, em 2012.



Ao desembarcar nesta terça-feira (1) em Cannes, na França, para uma semana de encontros com líderes das 20 maiores economias do mundo, a presidente Dilma Rousseff deverá reafirmar a mensagem de que não é possível atingir estabilização fiscal sem crescimento econômico.

A atual crise econômica, causada pelas dificuldades de Estados Unidos e Europa em contornar a dívida pública, deve dominar o encontro do G20, que começa nesta quarta (2). Em discurso a empresários nesta segunda (31), a presidente deu o tom do que falará no encontro.

"A posição que o Brasil levará a Cannes é que o G20 deve agir, propondo tanto medidas financeiras emergenciais como também um plano de sustentação do investimento e do emprego", disse.

Dilma já havia manifestado essa opinião em Bruxelas, durante encontro com o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme. Na ocasião, a brasileira afirmou que “dificilmente se sai da crise sem aumentar o consumo, o investimento e o nível de crescimento da economia”.

A presidente chegará à Cannes entre 14h e 15h desta terça-feira e ficará hospedada no hotel InterContinental Carlton Cannes. Ela está acompanhada pelos ministros Guido Mantega (Fazenda), Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social).

Além de tratar da crise econômica, a presidente Dilma deverá também convidar os líderes mundiais a participarem da Rio + 20, conferência a ser realizada em junho do ano que vem. O encontro, na capital fluminense, vai debater o desenvolvimento sustentável em comemoração aos 20 anos da Rio 92, considerada uma das primeiras cúpulas ambientais da Organização das Nações Unidas (ONU).

Dilma deixou o Brasil na noite desta segunda-feira (31) rumo à cidade francesa Nice, onde faz escala antes de chegar a Cannes. Mais cedo, ela visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde ele se trata de um câncer na laringe. Ainda na capital paulista, Dilma participou de uma cerimônia de premiação oferecida pela revista “Carta Capital”.

Esta é a segunda vez que Dilma participa do G20. A primeira foi no ano passado, em Seul, a convite do então presidente Lula, logo após ter sido eleita presidente da República.


Programação
Na quarta-feira (2), Dilma deve se encontrar com outros chefes de Estado em reuniões fechadas, mas ainda não há confirmação de quem seriam esses líderes.

Na quinta-feira (3), a presidente participa de um almoço de trabalho sobre a situação econômica global e, em seguida, de uma sessão de trabalho que discutirá crescimento da economia mundial.

Dilma também participa, depois da foto oficial, de sessão sobre globalização e comércio. O dia termina com um jantar de trabalho sobre desenvolvimento, que contará com apresentação do empresário americano Bill Gates, dono da Microsoft.

Às 9h de sexta-feira (4) começa nova rodada de reuniões sobre regulação financeira, agricultura, energia e preços de commodities, mudança do clima e corrupção. No mesmo dia, durante o almoço, serão discutidos temas relacionados à governança global e prioridades da liderança mexicana do G20 em 2012, uma vez que o país assumirá a presidência do grupo no próximo ano.

Ainda para sexta, está prevista uma entrevista coletiva em conjunto com o presidente francês e atual líder do G20, Nicolas Sarkozy.

No sábado (5), Dilma vai se reunir com a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Irina Bokova, em Paris. A volta da presidente ao Brasil está prevista para o mesmo dia, segundo a assessoria do Palácio do Planalto.

G20
Esta é a sexta edição do G20 com presença dos chefes de Estado. O pano de fundo do encontro será a crise econômica europeia, “além de ser uma oportunidade para os chefes de Estado darem sequência a implementação de projetos passados”, informou o porta-voz da presidência, Rodrigo Baena.

Além da crise econômica, os líderes mundiais deverão discutir sobre agricultura e segurança militar, apoio aos países mais pobres e reforma do sistema monetário internacional.

O G20 foi criado em 1999 e, anualmente, reúne ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais das maiores economias do mundo. A cada ano, o grupo é liderado por um país diferente. O Brasil presidiu o encontro em 2008.